Descrição
O Palazzo Panciatichi, que os moradores de Pistoia chamam de Palazzo del Balì, é o único palácio privado medieval que restou em Pistoia, na esquina entre a via Cavour e a via Panciatichi. Um bloco de pedra de três andares, sobre arcos maciços, nascido no século XIV como casa fortificada da família mais poderosa da cidade.
Repare sobretudo nas janelas em cruz. Durante séculos se pensou que fossem um acréscimo do século XVI; as restaurações dos anos 1960 mostraram que são góticas, originais. Na Itália central do século XIV seriam um caso único.
A explicação está na França. Vinciguerra Panciatichi, que começou o palácio por volta de 1320, era um banqueiro rico e um exilado que tinha feito fortuna do outro lado dos Alpes e vivia em Avignon, onde janelas assim eram comuns.
No alto corre um grande beiral de pedra e madeira do Renascimento; só no lado leste restam algumas ameias guelfas, que antes coroavam o edifício inteiro. Lá dentro há um alto pórtico em volta de um gramado, uma escadaria de pedra e um salão com teto em caixotões.
Entre estas paredes se hospedaram convidados ilustres: o papa Alexandre V, de novembro de 1409 a fevereiro de 1410, e a família de Lourenço, o Magnífico, em 1478, com membros da sua corte como Poliziano, protegidos da peste que atingia Florença. No início do século XX, sob o pórtico, funcionava um dos primeiros cinemas da cidade, o Excelsior.
Em 18 de agosto de 1500, durante as lutas entre as facções da cidade, os rivais Cancellieri tomaram o palácio e o incendiaram. A restauração, concluída em 1509, foi dirigida por Ventura Vitoni, o principal arquiteto de Pistoia naqueles anos, e transformou a fortaleza numa residência renascentista.
Em 1579 o palácio passou para os Cellesi, que tinham obtido o título de bailio (balì) da Ordem de Santo Estêvão: daí o nome popular.
O bombardeio de 24 de outubro de 1943 destruiu a ala sul inteira; depois de anos de abandono, as obras entre 1964 e 1967 o reconstruíram seguindo suas linhas originais. O palácio abriga escritórios, consultórios particulares e o Conselho Provincial.
Repare sobretudo nas janelas em cruz. Durante séculos se pensou que fossem um acréscimo do século XVI; as restaurações dos anos 1960 mostraram que são góticas, originais. Na Itália central do século XIV seriam um caso único.
A explicação está na França. Vinciguerra Panciatichi, que começou o palácio por volta de 1320, era um banqueiro rico e um exilado que tinha feito fortuna do outro lado dos Alpes e vivia em Avignon, onde janelas assim eram comuns.
No alto corre um grande beiral de pedra e madeira do Renascimento; só no lado leste restam algumas ameias guelfas, que antes coroavam o edifício inteiro. Lá dentro há um alto pórtico em volta de um gramado, uma escadaria de pedra e um salão com teto em caixotões.
Entre estas paredes se hospedaram convidados ilustres: o papa Alexandre V, de novembro de 1409 a fevereiro de 1410, e a família de Lourenço, o Magnífico, em 1478, com membros da sua corte como Poliziano, protegidos da peste que atingia Florença. No início do século XX, sob o pórtico, funcionava um dos primeiros cinemas da cidade, o Excelsior.
Em 18 de agosto de 1500, durante as lutas entre as facções da cidade, os rivais Cancellieri tomaram o palácio e o incendiaram. A restauração, concluída em 1509, foi dirigida por Ventura Vitoni, o principal arquiteto de Pistoia naqueles anos, e transformou a fortaleza numa residência renascentista.
Em 1579 o palácio passou para os Cellesi, que tinham obtido o título de bailio (balì) da Ordem de Santo Estêvão: daí o nome popular.
O bombardeio de 24 de outubro de 1943 destruiu a ala sul inteira; depois de anos de abandono, as obras entre 1964 e 1967 o reconstruíram seguindo suas linhas originais. O palácio abriga escritórios, consultórios particulares e o Conselho Provincial.